quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Grupo Desportivo Incansáveis, uma promessa do futebol feminino


Nascido em 1990, o Grupo Desportivo Incansáveis tem vindo a mostrar-se no futebol feminino, conseguindo prestações cada vez mais positivas apesar dos poucos recursos de que dispõe. Diogo Pacheco, o treinador, fala sobre a "receita do sucesso".

As Incansáveis estão no segundo lugar da primeira fase da II Divisão Nacional de futebol feminino, somando dois jogos e outras tantas vitórias, por 5-2 e 2-0, contra o São João de Ver e o Oliveirense, respectivamente. Diogo Pacheco afirma não haver segredo. Destaca antes o trabalho e a vontade da equipa. "Quando um grupo quer muita uma coisa e trabalha para isso, muito dificilmente não consegue. Desde que se dedique a isso desde o primeiro dia... Nós trabalhamos e lutamos para chegar sempre mais longe.", explica.
Esta é uma equipa com atletas entre os 14 e os 34 anos mas esta disparidade não incomoda Diogo Pacheco, ele próprio com apenas 23 anos. "Quando estamos em grupo, ajo com todas as atletas como se não houvesse essa diferença de faixas etárias. Acho que todas as atletas já devem ser maduras o suficiente para compreender determinadas situações e participar nos diálogos.".
Esta equipa nasceu em 1990 no Bairro do Balteiro, um problemático bairro de Gaia. Diogo Pacheco fala num "projecto especial, de forte cariz social", sentindo-se responsável pela formação das atletas mais novas. "Sinto-me responsável pela parte educacional de algumas atletas, porque se trata de uma equipa bairrista e porque temos atletas muito jovens em fase de crescimento e amadurecimento, uma fase que, a meu ver, é fundamental.", confessa.
Quanto a prognósticos para o futuro, Diogo sonha com o melhor, mas sabe os obstáculos que tem pela frente. "Toda a gente que cá trabalha quer o melhor para as Incansáveis e obviamente todos gostávamos de conseguir tornar esta equipa numa das principais do futebol feminino nacional. Mas para isso precisávamos que muita coisa mudasse. Precisávamos de crescer, não só a nível futebolístico.Para já, um dia de cada vez", explica.
Um dia de cada vez e muito trabalho: o lema de umas Incansáveis que prometem chegar cada vez mais longe.

O estado do futebol feminino: a opinião de quem lida de perto com a modalidade

"O preconceito de que o futebol é para homens é obsoleto.": é esta a opinião de Diogo Pacheco, treinador de uma equipa de futebol feminino da II Divisão Nacional (Grupo Desportivo Incansáveis). "Cada vez mais se prova que o futebol nao é só para homens. A realidade é que dá para conjugar os dois sexos, tanto no interior do campo como no exterior.", considera. Por muito redundante que pareça, Diogo Pacheco é da opinião que a principal diferença entre o futebol masculino e o feminino é mesmo o sexo e não questões técnicas ou tácticas. "A nível de futebol jogado não há uma grande diferença. Os homens têm por natureza mais força física, isso é óbvio, mas a nível táctico e técnico não vejo grandes diferenças", explica. Para Diogo Pacheco, só a igualdade de oportunidades poderá trazer uma igualdade na qualidade futebolística.
Questionado sobre o estado do futebol feminino no mundo, Diogo fala em casos muito diferentes: "
há países em que o futebol feminino já está muito desenvolvido, como é o caso da Inglaterra com um grande número de equipas femininas; noutros países, dá apenas os primeiros passos, há ainda muito a fazer para que o futebol feminino se torne uma modalidade de referência".
Focando-se especificamente no caso português, Diogo Pacheco aponta o dedo ao reduzido número de equipas. "
Faltam equipas que apostem no futebol feminino. Só assim a modalidade pode crescer, só assim as atletas podem evoluir, só assim terá possível termos mais e melhores atletas para reforçar a selecção nacional."
O jovem treinador de 23 anos destaca ainda a importância de apostar na divulgação e em formas de conseguir chamar mais público para a modalidade. "
O futebol feminino não tem relevo a nível nacional. Essa é a realidade nua e crua. Mesmo as melhores equipas nacionais, quando defrontam equipas europeias na «Liga dos Campeões do futebol feminino» não conseguem uma transmissão televisiva. Enquanto não se apostar na divulgação, vai ser muito difícil conseguir adeptos para a modalidade."
Apesar das dificuldades, Diogo Pacheco continua a acreditar num futuro risonho para o futebol feminino, desde que "haja quem queira proporcioná-lo".



domingo, 1 de julho de 2007

Finalmente uma voz contra os "excelentíssimos comentadores" dos nossos canais!

A moda dos comentadores "institucionalizou-se" nos canais portugueses, muitas vezes durante os próprios serviços noticiosos. Não nego que o seu olhar crítico seja muitas vezes necessário para o comum da população perceber e contextualizar certos acontecimentos, mas como autênticos opinion-makers que são, deveriam ser mais cuidadosos, evitando facciosismos e declarações como a que se segue. Uma prova de que os "excelentíssimos comentadores", do alto da sua vasta sabedoria, por vezes não são os melhores líderes de opinião. Uma prova também que não nos podemos limitar a absorver amorfamente as opiniões e pontos de vista dos comentadores. Felizmente, ainda há quem se aperceba disto. Passo a transcrever um artigo de João Miguel Tavares, jornalista do DN, um artigo inteligente e pleno de sentido crítico. Um artigo que relembra a velha, mas sempre actual, missão cívica do jornalismo.

"Estava Miguel Sousa Tavares na TVI a comentar a nova Lei do Tabaco quando da sua boca saltou esta pérola: o fumo nos restaurantes, que o Governo quer limitar, incomoda muitíssimo menos do que o barulho das crianças - e a estas não há quem lhes corte o pio. Que bela comparação. Afinal, o que é uma nuvenzinha de nicotina ao pé de um miúdo de goela aberta? Vai daí, para justificar a fineza do seu raciocínio, Sousa Tavares avançou para uma confissão pessoal: "Tive a sorte de os meus pais só me levarem a um restaurante quando tinha 13 anos." Há umas décadas, era mais ou menos a idade em que o pai levava o menino ao prostíbulo para perder a virgindade. O Miguel teve uma educação moderna - aos 13 anos, levaram-no pela primeira vez a comer fora.

Senti-me tocado e fiz uma revisão de vida. É que eu sou daqueles que levam os filhos aos restaurantes. Mais do que isso. Sou daquela classe que Miguel Sousa Tavares considerou a mais ameaçadora e aberrante: os que levam "até bebés de carrinho!". A minha filha de três anos já infectou estabelecimentos um pouco por todo o país, e o meu filho de 14 meses babou-se por cima de duas ou três toalhas respeitáveis. É certo que eles não pertencem à categoria CSI (Criancinhas Simplesmente Insuportáveis), já que assim de repente não me parece que tenham por hábito exibir a glote cada vez que comem fora - mas, também, quem é que acredita nas palavras de um pai? E depois, há todo aquele vasto campo de imponderáveis: antes de os termos, estamos certos de que vão ser CEE (Crianças Exemplarmente Educadas), mas depois saltam cá para fora, começam a crescer e percebemos com tristeza que vêm munidos de vontade própria, que nem sempre somos capazes de controlar.

O que fazer, então? Mantê-los fechados em casa? Acorrentá-los a uma perna do sofá? É uma hipótese, mas mesmo essa é só para quem pode. Na verdade, do alto da sua burguesia endinheirada, e sem certamente se aperceber disso, Miguel Sousa Tavares produziu o comentário mais snobe do ano. Porque, das duas uma, ou os seus pais estiveram 13 anos sem comer fora, num admirável sacrifício pelo bem-estar do próximo, ou então tinham alguém em casa ou na família para lhes tomar conta dos filhinhos quando saíam para a patuscada. E isso, caro Miguel, não é boa educação - é privilégio de classe. Muita gente leva consigo a prole para um restaurante porque, para além do desejo de estar em família, pura e simplesmente não tem ninguém que cuide dos filhos enquanto palita os dentes. Avós à mão e boas empregadas não calham a todos. A não ser que, em nome do supremo amor às boas maneiras, se faça como os paizinhos da pequena Madeleine: deixá-la em casa a dormir com os irmãos, que é para não incomodar o jantar."

João Miguel Tavares
Diário de Notícias

terça-feira, 5 de junho de 2007

Universitários deram cor à Baixa portuense


Alegria. Fo
lia. Festa. Emoção. Euforia. Loucura. Êxtase. Foram estas as palavras mais usadas para descrever o Cortejo deste ano e correspondem, sem dúvida, àquilo a que a Baixa do Porto assistiu durante a tarde e noite de Terça-feira. Cerca de 90 mil estudantes universitários invadiram as ruas da cidade portuense, mostrando-se aos familiares, amigos ou simplesmente curiosos que quiseram assistir ao tradicional desfile de alunos de todas as faculdades, escolas superiores e institutos. Do caloiro ao finalista, todos fizeram questão de entrar na festa e nem o calor abrasador, nem o atraso, tiraram ânimo aos estudantes. Naquele que é o expoente máximo da tradição académica portuense, os universitários “pintaram” as ruas da Invicta das mais variadas cores, preencheram-nas com movimento, animação, gritos e emoção.

Libânia Raquel, caloira da Universidade Lusófona, afirma: “O Cortejo já faz parte da cidade do Porto. É o dia em que todos os estudantes da academia se mostram aos portuenses. É bonito sentir o ambiente que se vive neste dia, ver as manchas de cores das faculdades, constatar o empenho dos estudantes. Para mim, é a tradição académica com mais significado!”. Os estudantes reuniram-se, como tem sido hábito, na Rua Dão Manuel II, por volta das 14h30. O calor era intenso e o cortejo tardava a arrancar mas nada fez esmorecer os universitários que ensaiavam já os cânticos das suas faculdades, num despique saudável. “Allez Ciências Allez”, “Engenharia! Engenharia!”, “É Letras quem manda aqui!” eram alguns dos gritos que se iam distinguindo no emaranhado de ritmos e letras. Paula Ferreira, caloira da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, considera que estas “guerras de cânticos” são totalmente saudáveis: “Cada um tem que defender a sua casa com unhas e dentes claro! Um dos sentimentos que o espírito académico nos traz é o amor incondicional pela nossa faculdade e a vontade de a defender e gritar por ela até que a voz nos doa, como diz a canção! Além disso, os cânticos são muitas vezes manifestações de criatividade por parte dos estudantes.”.

Como habitual, Medicina do São João encabeçou o Cortejo, seguida de Ciências, Engenharia, Letras, Farmácia e muitas outras. Pouco passava das 15h30 quando os veteranos da Academia deram os primeiros passos rumo à Rua da Restauração. Começou então um desfile de cores, cânticos, barulho, emoções, cartolas e bengalas de todas as cores, capas negras, carros alegóricos com diferentes feitios e decorações, caloiros, flashes, vinho do Porto e muito mais. Da Restauração, o Cortejo seguiu lentamente pela Cordoaria e Clérigos e terminou em apoteose na Avenida dos Aliados, onde muitas eram já as pessoas que esperavam e desesperavam para assistir à passagem dos universitários. Só às 17h30 os primeiros estudantes de Medicina passaram a tribuna, onde se encontravam, como vem sendo hábito, figuras ilustres da cidade: o Presidente da Câmara, Rui Rio, o Reitor da Universidade do Porto, Marques dos Santos, entre outros. O Cortejo prolongou-se até perto das duas da manhã, mas nem por isso o ânimo dos universitários diminuiu. Em cada passagem da tribuna, sucediam-se os abraços, as bengaladas, as lágrimas, as fotografias em grupo e em família e os gritos “Já não sou caloiro!” e “Fi-fi-finalistas!”. Para os primeiros, é só a etapa inicial que chega ao fim; têm ainda pela frente alguns anos de vida académica. Para os segundos, fecham-se as portas da faculdade; abrem-se as do mercado de trabalho.

Elsa Silva, caloira de Jornalismo e Ciências da Comunicação, expressa a sua emoção: “É um turbilhão de sentimentos: alegria, saudade, nostalgia. É avassalador! O ano de caloira teve alguns contratempos mas também imensos momentos bons. Passar a tribuna significa deixar um ano para trás, um ano muito importante e que significou muito. Agora só penso que tenho que aproveitar os anos que ainda me restam na faculdade!”

Por sua vez, Marta Mesquita, finalista da Escola Superior de Enfermagem do Porto “Ana Guedes”, visivelmente emocionada, expressa o orgulho que sente por estar a acabar o curso que sempre quis tirar e por estar prestes a exercer a profissão que sempre desejou, mas ao mesmo tempo, não deixa de sentir uma certa nostalgia por a “boa vida” estar a chegar ao fim. “Sinto um misto de tristeza e alegria. Cheguei ao fim da meta. Custou muito passar a tribuna pela última vez. Grandes momentos ficam para trás. Mas a vida é mesmo assim: tudo o que é bom acaba depressa. Apesar de tudo, acredito que ainda tenho grandes momentos para viver!”.


Também Conceição Ribeiro, cuja filha é finalista no ISEP, tem as lágrimas nos olhos ao falar da satisfação que sente por ver a filha a acabar o curso: “Foram quatro anos de sacrifício mas valeu a pena. É uma grande alegria e um grande orgulho para uma mãe ver uma filha de cartola e bengala!”.

Apesar da natural tristeza que muitos sentiam por deixarem para trás os tempos académicos, o clima era de festa. Afinal de contas, ainda tinham pela frente uma noite no Queimódromo ao som de Quim Barreiros e Fernando Pereira!

Ana Tulha

quarta-feira, 30 de maio de 2007

...

Evitar o perigo não é, a longo prazo, tão seguro quanto expor-se ao perigo. A vida é uma aventura ousada ou, então, não é nada.

(Helen Keller)

sexta-feira, 11 de maio de 2007

“Queima das Fitas” do Porto, edição 2007


A aposta nas bandas nacionais é nota dominante na edição da “Queima das Fitas” do Porto deste ano. Para além dos “habitués” Xutos & Pontapés, Pedro Abrunhosa e Da Weasel, por exemplo, destacam-se novidades como Patrice, Mercado Negro, Mundo Secreto, Oioai e D’zrt.

A semana da Queima inicia-se na madrugada de 6 de Maio, com “The Mad Dogs”, vencedores do concurso de Bandas de Garagem organizado pela Federação Académica do Porto (FAP) e com “Blasted Mechanism”, uma banda portuguesa de rock alternativo. A edição de 2007 prossegue no Domingo, com o leiriense David Fonseca, ex-vocalista dos “Silence 4” e com Pedro Abrunhosa, o conhecido cantor portuense. Segue-se uma noite de reggae e soul: Mercado Negro e Patrice prometem animar o Queimódromo na Segunda-feira. Animação é, de certeza, o que não vai faltar na já aclamada “noite-pimba” que vai contar, como tem sido hábito, com Quim Barreiros e com uma novidade: Fernando Pereira, o “homem das mil e uma vozes”. Na Quarta, vão estar em palco, mais uma vez, duas bandas nacionais: “The Gift”, um sucesso no nosso país e além-fronteiras e Rui Veloso, considerado por muitos o pai do rock nacional. O hip-hop promete animar a noite de Quinta-feira com “Mundo Secreto” e “Da Weasel” a subirem a palco no Queimódromo. Já na Sexta, vão actuar os “D’zrt”, a conhecida banda nascida na série “Morangos com Açúcar” e “Papas da Língua”, um novo sucesso brasileiro. Para encerrar a edição deste ano, “Oioai” e “Xutos e Pontapés”, quase a completarem 30 anos de carreira.

Para além dos concertos, o Queimódromo conta com outras atracções, como as barraquinhas das várias faculdades e cursos, uma extensa e diversificada zona de restauração, carrinhos de choque, uma majestosa discoteca e um espaço “CineJazz”. De acordo com o site oficial da “Queima das Fitas 2007”, este ano são esperadas, no total das noites, mais de trezentas mil pessoas no Queimódromo.

Depois de durante muitos anos se terem realizado no Palácio de Cristal, as “Noites da Queima das Fitas” mudaram-se, em 1998, para o antigo recinto da Feira Popular, o qual proporciona um espaço mais amplo para a realização de um evento que ambiciona crescer e aumentar o seu impacto ano após ano.

A tradição da Queima do Porto remonta já a 1920. Pensa-se que tenha sido iniciada pelos estudantes de Medicina, sendo apelidada, inicialmente, de “Festa da Pasta”. Apesar dos muitos contratempos e proibições que sofreu, nomeadamente durante o período do Estado Novo, a “Queima das Fitas” conseguiu sobreviver até aos nossos dias, assumindo-se como uma semana rica em eventos académicos, concertos, convívio estudantil, excessos e…bebedeiras!

História da "Queima das Fitas" do Porto

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Qual o significado de "digging"?


O digg é mais uma ferramenta da web 2.0. Trata-se de um site americano que reúne links para notícias, podcasts e vídeos enviados pelos usuários e avaliados pelos mesmos. Combina "social bookmarking", "blogging" e "feed".

Tem uma organização não-hierárquica e um controlo editorial democrático, uma vez que são os usuários que decidem não só quais as notícias, vídeos e podcasts que devem fazer parte do mesmo, como também escolhem, de entre estes, os mais importantes. É tão popular que as notícias mais aclamadas pela comunidade chegam a alcançar mais de 1000 votos (diggs).

Vídeo "Wall Street Journal"

Vídeo Youtube



Incansáveis allez=)

segunda-feira, 19 de março de 2007

Tagging: o que é?

O tagging é uma modalidade que nasce associada à Web 2.0, inserida no contexto de organização de conteúdos pelos usuários. Uma tag ou etiqueta é uma palavra-chave ou um termo associado a um determinado conteúdo (que pode ser uma imagem, um artigo, um videoclip...), descrevendo o referido item e facilitando a busca de conteúdos por tema.