segunda-feira, 19 de março de 2007

Web 2.0: mais do mesmo ou grito revolucionário?


O termo web 2.0 tem vindo a tornar-se um "habitué" do nosso quotidiano embora o comum dos cidadãos permaneça na ignorância quanto ao seu significado. Este estado de obscurantismo não surpreende se tivermos em conta que os próprias veteranos do ciberespaço tardam a encontrar uma definição modelo.

Ora, a web 2.0 não é mais do que "a velha web de sempre, só que melhor, mais nova, versão 2.0". Por outras palavras, é uma segunda geração da World Wide Web.

A web 2.0 pretende reforçar o conceito de troca de informação e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Passa também pela oferta de serviços online, todos interligados, como é o caso do Windows Live Messenger que oferece, simultaneamente, uma ferramenta de busca, uma caixa de e-mail, um serviço de comunicação instantânea e um programa de segurança. A ideia é então que o ambiente online se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo, como sucede em serviços como a Wikipedia, o Youtube, o Gazzag, o Orkut... Deste modo, torna-se possível que um maior leque de conteúdos (e mais diversificado) esteja acessível a todos. A web 2.0 é a "possibilidade democrática e sem barreiras de exercer o seu direito de opinião" (tagsonomia).

Resumindo, os conceitos fundamentais da web 2.0 são:
  • Simplicidade - Tudo deve ser intuitivo, evidente.
  • Conteúdo - "Conteúdo é texto, áudio, vídeo... é tudo isso. Mas não só isso."
  • Plataforma - Constante evolução da plataforma web.
  • Colaboração - "No mundo da web 2.0, você recebe, transforma, publica."
Porém, mais do que um projecto consolidado, a web 2.0 é sobretudo uma ideia. Um ideia que assenta numa maior interactividade dos internautas e que visa uma participação mais activa dos cidadãos. Para alguns, o termo web 2.0 não passa de uma forma de designar uma tendência cibernética imparável e incontornável que não representa qualquer grito revolucionário mas sim uma fase evolutiva de todo um processo de crescimento da web.

Quem terá razão? Só o tempo trará a resposta e quiçá nem ele.

1 comentário:

Helder disse...

"usuários" Ana? Isto é brasileiro. Atenção ao copy/paste...